"Arpileras": dando voz as dores da alma

O termo "arpillera" vem do espanhol e significa juta. O trabalho nasceu quando mulheres no Chile, durante a ditadura de Pinochet", reuniram-se com um propósito: costurar e borda suas dores, angustias e revoltas através de retalhos de tecidos dos entes queridos desaparecidos.
Através destes "panôs" conseguiram que sua voz chegasse a outros países, denunciando as atrocidades do regime. Mas que um ato político, era a possibilidade da mulher resgatar o ato feminino do tecer e expressar as dores de sua alma.
Agora as arpilleras são encontradas em diversos países e e neles há o retrato simbólico e expressivo das dores e angustias das mulheres marginalizadas, ora expondo suas dores e dificuldades, ora denunciando as atrocidades dentro da sociedade.


A arpillera abaixo é do Brasil (Altamira/PA). Denuncia a exploração sexual e o tráfico de mulheres depois da chegada da UHE de Belo Monte, atingindo a comunidade local e indígena. Narr como uma menina de 16 anos, em 2013, conseguiu fugir da Boate Xingu onde vivia sob cárcere privado e onde era explorada sexualmente.






Comentários

  1. Nossa Fátima, que força têm essas imagens!
    Quem diria que a costura e o bordado seriam usados dessa forma? Para dar voz a quem não tem...
    Lindo trabalho
    Bjs

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    Respostas
    1. É verdade Cris... as imagens fala daquilo que não pode ser expressado em palavras...
      As outras arpilleras da exposição estavam belíssimas!
      Bjs

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